Gabriel Back em seu atelier
Chez Gabi Atelier
Símbolo do Chez Gabi Atelier

Sobre o atelier

Criado por Gabriel Back, o Chez Gabi Atelier é um espaço de criação, pesquisa e experimentação entre arte, arquitetura e design. O ateliê nasce do interesse pelas formas de habitar, pelos objetos que nos cercam e pelas pequenas cenas que constroem a vida cotidiana.

Mais do que separar essas disciplinas, o trabalho busca aproximá-las. Pinturas, espaços, objetos e imagens partem de uma mesma pesquisa sobre forma, cor, matéria, memória e sobre a maneira como nos relacionamos com aquilo que está ao nosso redor.

O nome vem do francês chez, expressão usada para falar da casa, do lugar ou do universo de alguém, algo como “na casa de”. Chez Gabi surge, assim, como uma ideia de espaço próprio: um lugar que reúne diferentes interesses, referências e formas de criar.

Biografia

Nascido em Porto Alegre, em 18 de outubro de 2002, curiosamente no Dia do Pintor, Gabriel Back encontrou cedo na pintura uma forma de observar e registrar o mundo ao seu redor. Autodidata, começou a desenhar e pintar ainda jovem, incentivado pela família, e aos poucos transformou essa prática em uma pesquisa cada vez mais ligada ao cotidiano, à memória e às imagens que permanecem depois que um momento passa.

Seu trabalho parte menos da vontade de reproduzir exatamente aquilo que vê e mais do interesse em reconstruir sensações, atmosferas e lembranças. A luz que atravessa um ambiente, um gesto quase despercebido, uma cena doméstica, uma viagem ou um encontro podem se tornar ponto de partida para uma pintura.

Atualmente, estuda Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A formação em arquitetura atravessa sua produção de maneira natural, especialmente na atenção à composição, às proporções, à organização do espaço e à relação entre formas e cores.

Sua pintura se desenvolve a partir desse encontro entre observação e memória. Por meio da simplificação das formas, de blocos de cor e de cenas figurativas, Gabriel constrói imagens que não procuram contar uma história completamente fechada. Há sempre algo deixado em aberto, permitindo que quem observa reconheça nelas suas próprias lembranças, relações e experiências.

Entre arte, arquitetura e design, sua prática continua sendo guiada por uma curiosidade bastante simples: olhar com mais atenção para aquilo que acontece todos os dias.

Gabriel Back na infância pintando
Gabriel Back em seu atelier

Pesquisa

O cotidiano aparece como um campo de investigação sobre memória, intimidade e formas de convivência. Mais do que representar cenas comuns, o trabalho procura entender por que certos gestos, espaços e momentos permanecem na memória enquanto tantos outros desaparecem.

Interiores domésticos, encontros, paisagens e situações de lazer surgem como lugares onde relações são construídas e percebidas. A arquitetura, a luz e os objetos não funcionam apenas como cenário, mas ajudam a definir a atmosfera e a maneira como esses momentos são lembrados.

Também há um interesse por imagens de proximidade, pertencimento e vida compartilhada, tratadas de forma natural e sem transformar essas experiências em acontecimentos excepcionais. O foco está justamente naquilo que existe de significativo em simplesmente viver, ocupar espaços e construir vínculos.

Entre observação, lembrança e invenção, as imagens não procuram registrar um momento de forma literal, mas reconstruir aquilo que ele deixou: uma atmosfera, uma relação, uma sensação de familiaridade.